A Transformação Psíquica ao se Tornar Pai e Mãe

Alexandra Teles Psicóloga (11) 98909 1010 Terapia Psicoanalítica para adolescentes e adultos

A Transformação Psíquica ao se Tornar Pai e Mãe

O Terremoto da Identidade
Muitas vezes, a literatura popular foca no enxoval ou no desenvolvimento biológico do bebê. Mas, sob o olhar da psicanálise, o nascimento de um filho marca, antes de tudo, o nascimento de uma nova estrutura psíquica nos pais. Deixamos de ser apenas “filhos” para ocupar o lugar de “origem”. Essa transição não é suave; é uma ruptura que nos convoca a reorganizar quem somos.

1. O Reencontro com a Própria Infância

Ao segurarmos um filho nos braços, não seguramos apenas um novo ser, mas também a nossa própria história infantil. Sigmund Freud e, posteriormente, autores como Donald Winnicott, nos mostram que a parentalidade reativa memórias que estavam “adormecidas”.

As dores, as faltas e os desejos que experimentamos com nossos próprios pais vêm à tona. É por isso que muitos pais sentem angústias “inexplicáveis”: eles estão, na verdade, projetando no bebê as suas próprias crianças internas que ainda buscam por colo ou compreensão.

2. A Função Parental e o “Lugar de Saber”

Ser pai ou mãe, na psicanálise, é exercer uma função. Não se trata de perfeição, mas de ser o que Winnicott chamava de “suficientemente bom”.

O Acolhimento: Ser o continente para as angústias do filho.

A Lei: Introduzir a criança na cultura e nos limites.
Nesse processo, somos transformados porque precisamos abrir mão do nosso narcisismo. O centro do mundo se desloca, e essa descentralização do “Eu” é um dos maiores exercícios de maturidade psíquica que um ser humano pode vivenciar.

3. O Luto pelo “Filho Ideal” e pelo “Eu Ideal”


A transformação definitiva também passa pelo luto. Precisamos nos despedir da ideia do filho perfeito que imaginamos durante a gestação para aceitar o filho real, com sua própria personalidade e desejos. Da mesma forma, precisamos aceitar que não seremos pais impecáveis. É no reconhecimento das nossas falhas que humanizamos a relação e permitimos que o filho também cresça.

4. A Análise como Suporte na Jornada


A parentalidade é um convite involuntário à análise. Quando as sombras do passado começam a interferir no cuidado com os filhos, a psicoterapia e a psicanálise surgem como ferramentas essenciais. Analisar-se é um ato de amor não só consigo mesmo, mas com as próximas gerações, interrompendo ciclos de repetições traumáticas.

Conclusão: Florescer nas Raízes
A árvore que ilustra minha marca não é por acaso. Ser pai ou mãe é como aprofundar raízes em solo antigo (nossa história) para que novos galhos possam crescer em direção ao sol (o futuro). É uma transformação que nos torna, definitivamente, mais humanos, mais vulneráveis e, por isso, mais fortes.

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Alexandra Teles Psicologa (11) 98909-1010 Terapia Cognitivo Comportamental para adultos e casais. Particular Agende sua sessão. alexandra, teles, psicóloga, psicologia clínica, terapia cognitivo-comportamental, saúde mental, bem-estar emocional, psicoterapia, psiquiatra especialista, transtornos psicológicos, depressão, ansiedade, terapia online, psicóloga infantil, psicoterapia breve, abordagem psicanalítica, neurociência, inteligência emocional, transtorno de ansiedade, desenvolvimento pessoal, mindfulness, psicologia positiva, comportamento humano, autoconhecimento, tratamento psiquiátrico, consulta psicológica,

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