Como se livrar da dependência emocional?

Alexandra Teles Psicóloga (11) 98909 1010 Terapia Psicoanalítica para adolescentes e adultos

Muitas vezes, ouvimos que amar demais é um problema. No senso comum, a dependência emocional é descrita como uma fraqueza ou uma escolha por “parceiros errados”. No entanto, quando deitamos o sujeito no divã, percebemos que não se trata de excesso de amor, mas de uma tentativa arcaica de preencher um vazio que não pertence ao presente.

O Outro como “Objeto de Sobrevivência”

Para a psicanálise, a raiz da dependência reside na nossa constituição subjetiva. Nascemos em um estado de desamparo absoluto; sem o cuidado de um “Outro” (geralmente a figura materna), não sobrevivemos.

O dependente emocional é aquele que, de certa forma, permanece fixado nessa posição de desamparo. O parceiro ou amigo não é visto apenas como uma companhia, mas como um objeto primordial: aquele que valida sua existência, que dá contorno ao seu ego e sem o qual o mundo parece desmoronar em um vazio angustiante.

Por que repetimos esse padrão?

Você já se perguntou por que algumas pessoas saem de uma relação abusiva apenas para entrar em outra idêntica? Freud chamou isso de compulsão à repetição.

  • A busca pelo impossível: Inconscientemente, tentamos “consertar” traumas do passado repetindo-os no presente, na esperança de que, desta vez, o final seja diferente.

  • A economia do desejo: O dependente muitas vezes abre mão do próprio desejo para sustentar o desejo do outro. Ele se torna o que o outro quer que ele seja, acreditando que o sacrifício é o preço da permanência.

O Medo da Castração e o Vazio

A dependência é uma fuga da falta. Na psicanálise, aceitar que somos seres “faltantes” — ou seja, que ninguém pode nos completar totalmente — é o passo fundamental para a maturidade emocional. O dependente nega essa falta, projetando no outro a ilusão de uma completude impossível.

“A dependência emocional não é uma prova de amor, mas um sintoma de um luto não elaborado pelo objeto que nunca nos completou.”


O Caminho da Clínica

O tratamento não consiste em “ensinar” o paciente a ser independente da noite para o dia, mas sim em ajudá-lo a:

  1. Reconhecer sua própria história: Entender em que momento o desamparo se tornou a regra.

  2. Sustentar a própria falta: Aprender que estar sozinho não significa estar vazio.

  3. Resgatar o desejo: Deixar de ser apenas o reflexo do que o outro espera e começar a perguntar: “O que eu quero?”

A liberdade emocional começa quando o outro deixa de ser uma necessidade vital e passa a ser uma escolha. Inicie a sua jornada comigo!

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Foto de Alexandra Teles, psicóloga e psicanalista, sorrindo em seu consultório

(11) 98909-1010 Alexandra Teles Psicóloga clínica, dedicada a auxiliar indivíduos na jornada do autoconhecimento através da psicanálise e da psicoterapia. Com um olhar voltado para a singularidade de cada história, Alexandra acredita que o equilíbrio entre a razão e o afeto é o caminho para uma vida com mais sentido. Através de sua prática, busca oferecer um espaço de escuta ética e acolhedora, onde as dores podem ser transformadas em raízes de crescimento e o sujeito pode, finalmente, florescer em sua própria essência.

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