Se você já sentiu o coração acelerar sem motivo aparente, um aperto persistente no peito ou aquela sensação de “nó na garganta”, você sabe que os sintomas de ansiedade não são apenas “coisa da sua cabeça”. Eles são reais, físicos e, muitas vezes, paralisantes. Na minha prática clínica, vejo que a ansiedade é uma das manifestações mais comuns do sofrimento humano contemporâneo, agindo como um sinal de alerta que ressoa por todo o organismo.
Mas o que acontece quando esse alerta não desliga? Para entender a ansiedade, precisamos olhar para além do diagnóstico e compreender a integração entre a mente e o corpo.
A visão da psicologia: o corpo em estado de alerta
Do ponto de vista da psicologia, a ansiedade é uma resposta adaptativa de sobrevivência. Quando percebemos uma ameaça (real ou imaginária), nosso sistema nervoso ativa o modo de “luta ou fuga”. O cortisol e a adrenalina inundam a corrente sanguínea, preparando o corpo para o impacto.
O problema surge quando vivemos em um estado de alerta constante. Os sintomas de ansiedade manifestam-se através de tensões musculares, alterações no sono, problemas digestivos e uma fadiga que parece não ter fim. O corpo, exausto de reagir a perigos invisíveis, começa a “falar” através da dor e do desconforto. É a somatização: o psíquico pedindo socorro através do físico.
A psicanálise e o sentido do sintoma
Enquanto a psicologia nos ajuda a entender o funcionamento desse mecanismo, a psicanálise nos convida a perguntar: o que essa ansiedade está tentando dizer?
No meu espaço de escuta, não olhamos para o sintoma apenas como algo a ser eliminado rapidamente com uma técnica ou medicação. Olhamos para ele como uma mensagem cifrada. O corpo fala o que a boca não consegue formular. Aquela falta de ar pode ser o sufocamento de um desejo reprimido; o aperto no peito pode ser o peso de palavras que nunca foram ditas.
Na análise, buscamos a origem desse transbordamento. A ansiedade é, muitas vezes, o encontro com um vazio ou com um conflito interno que ainda não encontrou representação simbólica. Quando não conseguimos dar nome ao que sentimos, o corpo assume a tarefa de expressar a angústia.
Como o tratamento integrado pode ajudar?
Tratar a ansiedade exige paciência e uma escuta sensível. Não se trata apenas de controlar a respiração — embora isso seja importante no momento da crise —, mas de dar contorno ao que parece caótico.
No consultório de Alexandra Teles, trabalhamos para que você possa:
Reconhecer os sinais físicos da ansiedade sem pânico;
Investigar quais gatilhos emocionais estão acionando seu sistema de alerta;
Traduzir as sensações do corpo em palavras e sentidos.
Ao nomearmos nossas angústias, o corpo não precisa mais gritar tão alto. O alívio dos sintomas de ansiedade acontece à medida que o sujeito se torna capaz de suportar suas próprias questões e desejos.
O seu tempo de cura e acolhimento
É fundamental compreender que o processo de melhora não é linear. Cada pessoa possui um ritmo único para processar suas dores e descobrir suas ferramentas internas de enfrentamento. Ao respeitarmos esse tempo, permitimos que as transformações aconteçam de dentro para fora, de forma sólida e duradoura.
Não ignore os sinais que o seu corpo envia. Se a ansiedade tem sido uma companhia constante, saiba que existe um lugar seguro para investigar essas sensações.
Reconhecer que você precisa de ajuda é o primeiro passo para transformar sua relação com a própria angústia e retomar o equilíbrio.
Você sente que sua ansiedade está transbordando para o corpo? Clique aqui e agende uma conversa. Vamos, juntos, transformar esse sintoma em palavra e encontrar um novo caminho para o seu bem-estar.

